segunda-feira, 21 de novembro de 2011

:: segunda 21nov11 ::

Muito massa estar aqui do lado e ir para uma pousada em Niterói para não ter que voltar de noite e poder aproveitar a festança da querida Alexandra até a hora que desse na telha. Muito massa por ter ficado lá para descançar tanto quanto pelo programa do outro dia, de acordarmos devagar e voltar ao Rio. Até parece que é uma viagem… que vergonha… mas, não é lá tão perto e o massa foi isso mesmo: transformar uma travessia de ponte em programa, em viagem.
Sem falar no bacalhau inacreditável da Dona Henriqueta com aquele polvo com gosto de churrasco de entrada… meu Deus!
Mas, o que comecei a lembrar foi de uma vez que fiz uma caminhada entre Petropolis e Teresopolis durante três dias e no ponto mais alto do parque, numa friaca braba da noite, tomando um mate com os dois amigos que estavam na aventura junto, ficamos olhando o Rio de longe, bem de longe no por do sol, as luzes começando a piscar na cidade. Parecia pequeno demais. Uma visão que não parecia com o Rio que eu via nas fotos e TV naquela época.
A gente enxerga diferente a cada vez, mesmo!
Ontem na volta por Niterói paramos no Museu (MAC)… a vista é outra coisa. Já ouvi gente dizendo que em Niterói se tem a melhor vista do Rio. To pra concordar.
Vou colar aqui abaixo um trecho do texto que escrevi dessa caminhada no Parque Nacional Serra dos Órgãos há um tempinho atrás e deixar ela fazer as vezes da visão diferente do Rio, de cada uma das perspectivas.
E as duas fotos: uma do museu em Niteróis (ontem) e a outra da caminhada (um pouco antes de ontem).
Beijos e abraços.

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"... No outro dia, bem cedo da manhã, acordamos, fizemos um mate (chimarrão) e subimos para ver o nascer do sol no ponto mais alto do parque. Espetacular!!!! Viam-se todos os picos do Parque, as cidades ali perto (Petrópolis, Teresópolis e mais algumas) e toda a grande Rio de Janeiro e Niterói ao longe (uma distancia de uns 60km em linha reta). A sensação é indescritível... até o frio fica bom!!!
Ficamos lá no topo parados por umas boas horas, então descemos e fizemos um almoço super-reforçado e iniciamos a descida da Pedra do Sino pela trilha (12km) que nos levou até a entrada do Parque em Teresópolis. Nesta descida passamos por lindas cachoeiras e avistamos grandes postais do Brasil: Cachoeira Véu de Noiva, Dedo de Nossa Senhora, Dedo de Deus e toda vista de Teresópolis. Assim que chegamos na entrada do parque pegamos um ônibus até o centro de Teresópolis e fomos para o albergue
Fizemos um churrasquinho com bastante cerveja, para não deixar a cultura gaúcha morrer, para a gurizada do albergue.
No outro dia pela manha tomamos um ônibus para a Estação Novo Rio e cada um seguiu seu caminho de passeio antes de voltar para casa."



domingo, 20 de novembro de 2011

:: domingo 20nov11 ::


Me perdi total… fui até ver o último post quando tinha sido. Há mais de mês e meio atrás. Que barbaridade!
Mas, agora tamo de volta na atividade, irmão.

Tem um monte de desculpa pra mim mesmo por não ter conseguido escrever durante esse tempo todo, mas, tudo furada.
Talvez a mais fácil é a das viagens… então, vou usar ela para dar o gás na volta à escrita.
Eu lembro seguido de uma frase quando penso ou me perguntam se estou viajando demais: mais do que eu gostaria, menos do que eu deveria.
O gostar de viajar vem das possibilidades, os lugares novos, as novas visões, novas pessoas, comidas… ai por diante. Mas, nem tudo são malbecs argentinos, é lógico, essas possibilidades e novidades estão escondidas em horas de espera num aeroporto ou num taxi de 40min.
E realmente eu acho que muitas vezes estão escondidas mesmo. Não que estejam escondidas de fato atrás de uma porta, mas, que se não estivermos prestando atenção não vamos ver, se não estiver escutando, não vamos... ver.
Não lembro das vezes que fui correr na rua em que estava de fone de ouvido, lembro muito mais da maioria que corro sem fone e fico vendo o que acontece no caminho. É igual ao baixar o volume quando tô tentando achar um endereço novo enquanto dirigindo.. não dá para tentar achar a rua com o volume alto (eita limitação!). Não dá para ver as coisas e as pessoas durante a corrida na praia se estiver com o fone de ouvido.
Mas (sempre tem um), uma das últimas esperas me rendeu um momento único que acabei olhando mais pra dentro… perdi a visão de fora, colocando um fone de ouvido isolando o barulho de tudo lá fora, mas, fique feliz demais por estar escutando uma música bem escutada esperando o voo. Foi uma espera das melhores, ultimamente. Além de ter escutado música com volume e qualidade, que há horas tava querendo, a próxima espera no aeroporto já foi diferente: não usei o fone de novo e prestei mais atenção em tudo que estava ali para ver.
O que não dá é para deixar virarmos no estilo New Yorker onde todos passam com o fone na cabeça, não escutando nada do mundo lá fora e, para mim, não vendo nada, também.
É bom para um momento desses, lá de quando e vez, esperando ou aqui escrevendo… mas para que gere o valor no que tá fora também, não feche os ouvidos para o que tá la fora.
Um salve a música boa e essencial!
Beijos e abraços.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

:: sexta 07out11 ::





No meio de setembro eu passei pela Av Salvador Alende com o sol nascendo, era pouco depois das 5h da matina, indo para o Galeão pegar um voo e fiquei impressionado com o sol nascendo entre as estruturas que tavam se levantando na cidade do Rock (in Rio).
Na terça de manhã foi a mesma coisa. Um pouco mais tarde (já devia ser quase umas 7h) só que dessa vez eu lembrei de preparar o celular e tirar uma foto para guardar aquele momento além do que só no HD interno.
E a 'coincidência' é que começou a tocar uma música muito boa do Jorge Drexler do meu pen drive: 'Todo se transforma'. Baita som!
Aquilo que há um mês atrás ainda estava totalmente diferente, imaginar que há mais de um ano atrás era um barral descampado e se transformou numa cidade. Que coisa fantástica essa capacidade de transformar.
É claro que isso é um projeto imenso, ai fica impossível da mudança ser invisível... mas, o massa da música é que ela fala sobre a transformação das coisas pequenas, da gota do vinho que caiu, do sapato que viajou, ... nada se perde, tudo se transforma (diz a letra dessa música excelente).
Realmente, nada se perde! Tudo fica com a gente! Nada morre, só muda de lado! A beleza de entender que a vida e a morte, seja do que seja (desde um objeto até uma vida) são a mesma moeda, as duas faces dela. Nada morre, nada se perde, tudo se transforma!
Beijos e Abraços

PS: vou colar aqui abaixo para reler ele agora, um baita texto do livro 'Os Jogos de Maya' da excelente filósofa Délia Steinberg Guzman:


------------ A vida e a morte -----------

- Viva, que felicidade! Acaba de nascer um menino! Nosso filho chegou à vida!
Assim festejam os homens a aparicao de um novo ser sobre a terra. tudo parece pouco para este pequeno corpinho que necessita da protecao mais absoluta e dos cuidados mais carinhosos. Beijos, presentes, lagrimas de alegria e emocao, balizam o acontecimento da vida.

- Que grande dor! Quanta pena se aninha em minha alma! Acabo de perder um ser querido.
Asssim choram os homens o desaparecimento de quem os acompanha e o sumir-se neste obscuro misterio da morte. Lagrimas de tristeza, luto e desolacao marcam a pasagem de uma alma de um mundo ao outro.

Poucas vezes nos detemos a pensar de onde viemos ao nascer. Ja nao se trata da questao religiosa nem filosofica da origem das almas. Trata-se de algo mais simples: se chegamos à vida, é porque viemos de alguma outra parte, seja esta qual seja, e seja como seja. Por acaso nao deixamos seres tristes e choroso nessa outra parte quando a abandonamos, para nos dirigirmos à terra dos vivos? O que os pais festejam com alegria, nao sera uma dor para outros pais imateriais, que veem partir uma alma que lhes acompanhava até esse momento?
E quando morremos e deixamos a terra, para onde vamos? Se de algum lugar viemos, é certo que para um outro lugar iremos. No infinito nao cabem limites definidos. E ali onde vamos, nao seremos recebidos com risos e alegrias de reencontro, enquanto nossos parentes nos choram na terra?

A vida e a morte sao duas faces de uma mesma moeda: VIDA. Os que aqui estamos, viemos de alguma parte e para outra nos dirigimos, porem, jamais deixamos de ser.
O que os homens chamam de vida, é a aparicao manifestada em materia de uma alma nessa terra. E o que os homens chamam morte é a mesma alma que, despojada da materia, nao pode sobreviver neste mundo e se dirige a outro.
A vida terrestre é o reino da forma. E é aqui onde Maya (ilusao) se torna forte e segura. Ela joga com a vida, ela joga com as formas, as varia e as adapta para conseguir sua comissao: mais vida material, mais forma, mais multiplicacao.
Quando as formas aparecem no mundo de Maya, assumem pequenas proporcoes. É a defesa da ilusao para proteger os jovens corpos. Ninguem pode deixar de sentir compaixao e ternura diante de uma pequena vida. Um bebe, um pequeno animalzinho, uma plantinha que se abre... tudo induz ao cuidado e ao carinho. Os homens se inclinam nao apenas ante seus pequenos filhos, mas ante os pequenos animais, por mais perigosos que eles possam tornar-se depois. Um grande tigre e um filhote de tigre nao sao a mesma coisa; um é uma fera terrivel, o outro é terno e suave. Mesmo os animais se comovem diante dos filhotes; a mesma fera que ataca os homens, protege seus bebes, porque Maya cobre os olhos furiosos com a venda da compaixao: deve-se salvar a vida custe o que custar; essas formas requerem muito esforco e paciencia para serem destruidas de uma so vez.
Quando as formas... suas existencia no mundo de Maya podem valer-se por si mesmas e, entao, nao despertam ternura, mas competencia. É a luta pela subsistencia, onde o mais forte sobrepoe o mais debil. O amor pode atenuar esta luta, porem, a rigor, tudo é uma questao de forca, quer seja fisica, psiquica, mental ou espiritual. Sempre ganha o mais forte, em qualquer campo. As competicoes esportivas que tanto entretem os homens, sao um jogo copiado de outro jogo de Maya, aplicado à competencia do viver diario.
Antes que as formas declinem e se desgastem, elas devem cumprir com o dever fundamental que Maya lhes impoe: continuar produzindo formas. Com mil veus e argucias, Maya fará com que novos corpos assimem à vida material, para isso tendo que valer-se dos corpos que ja existem. O egoismo natural dos vivos, faria com que eles nunca se reproduziessem, a nao ser pelo jogo de maya, pelo engano do prazer, pela ilusao de ser ele mesmo quem toma a decisao de multiplicar-se.
E logo chega a decadencia das formas. É a etapa final, a qual os homens chamam de velhice. As coisas velhas já nao inspiram ternura, nem exibem competencia. Sao elementos secos e desgastados que necessitam de substituicao. Boa despedida da vida, para nao enamorar-se excessivamente do brilho das formas. A alma so pede livrar-se da casca usada, para recobrar em outro lugar ideal, a ligeireza e o encanto que um corpo pesado ja nao permite irradiar. E a propria Maya acelera o processo com uma forma de abulia e sonho sem fim, porem, jamais perde energias, pois as velhas formas se renovarao no fundo da terra ou nas frageis cinzas. Nada se perde, tudo se transforma.
Vida e morte sao as duas faces de uma mesma moeda, e dois momentos de um jogo perpetuo que repete seus instantes, produzindo aquilo que o homens chamam ciclos.
Toda a Natureza joga ciclicamente: o dia e a noite, o sol e a lua, o verao e o inverno, o sonho e a vigilia, a infancia e a velhice... Se tudo gira, se tudo retorna, se as proprias arvores que estavam secas se cobrem de verdor, e o proprio mar que estava abaixo aumenta com aguas poderosas, por que os homens teriam de escapar deste jogo?
Nao ha casualidades. Ha uma perpetuacao jogo de Maya que, sob a lei da causalidade nos atrai e nos obriga a cumprir com a propria experiencia. Viver e morrer as cegas, jogando com Maya..., ou viver e morrer conhecendo as regras do jogo...: isso é questao de evolucao.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

:: sexta 30set11 ::


Unfuckingbeliveable!
Ontem fomos no Rock in Rio ver o showzaço do Stevie my old friend.
Realmente: inacreditável pácaralho!
Tá bom, vou parar com os nomes e com o english.

O show foi muito massa, por ver um cara com tanta estrada rodada agitando todo mundo (com um som que não é rock, mas, é no Rio), a inteligência e humildade do cara ensaiando umas palavras em português, deixando todos os 100mil da platéia cantando garota de ipanema e ele feliz balançando a cabeça dum lado pro outro até o ápice de o cara começar do nada a cantar sentado no piano 'você abusou... tirou partido de mim abusou' com sotaque de brasileiro.
Agora, o que me deixou impressionado e maravilhado mesmo foi o lado de frente ao palco, nóis mesmo: a platéia.

Além de impressionar uma multidão dessas toda junta pela música... peraí: na verdade, acho que toda essa minha percepção está relacionada com esse poder de movimentação que a música, a arte causa, pois, começa por aí, pela quantidade de gente, mas, os detalhes de cada um é que torna inacreditável!
Do guri de uns 10 anos vestindo uma camiseta do KISS tirando fotos ao lado do pai e da mãe, do senhor de uns 60 e tantos anos de camiseta e tênis colorido fazendo uma coreografia só dele no gramado ao som, que para mim era desconhecido, da Ke$ha até os atendentes nos bares trabalhando, mas dançando e se divertindo.
INCRIVEL se dar conta da coisa mais óbvia, de que essa multidão, cada um é uma pessoa com gostos e jeitos diferentes. Que cada um tem uma história, cada um tem um jeito de se divertir.
A muito-rara capacidade de fazer o que quer sem dar bola para o que vão pensar, de ser autêntico que, junto com a vontade de viver, de ter um bom momento faz cada cara sorridente (ou cantando ou cheia de canha ou seja lá como estivesse) criar uma cidade de pessoas mais felizes, na minha opinião, pois, estavam aproveitando esse clima para serem mais elas mesmo.
Por quë tem que ser qualquer coisa que não seja isso todos os dias em cada cidade que não só a cidade do Rock?

Beijos e abraços

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

:: quarta 28set11 ::

O bate bate que começa de manhã cedo no condomínio de casas ao lado / abaixo do nosso geralmente não começa tão cedo a ponto de me acordar, na verdade nem mesmo de servir como fundo para o café da manhã. Mesmo assim, ontem enquanto comia uma torrada fiquei olhando da janela da cozinha os obreiros chegando e começando a se preparar para continuar cada uma das construções e quando vi, tava ali parado há uns minutos viajando sobre a rapidez com que levantam e constroem algo tão essencial e belo, do nada, de um pedaço de terra... a construção do sonho de alguém.
E nesse processo, enquanto está sendo construído (o sonho, a casa), geralmente deixamos passar e não vemos muita coisa do que está acontecendo além daquela tarefa momentânea, não é? Imagina os caras que estão ali dando braçadas e marteladas, imagino que eles pensam na próxima pá cheia de cimento ou no suporte de madeira que estão colocando mas não no o quanto já construiu dessa casa toda ou que ficam pensando e revendo o plano do todo, o sonho já construido e finalizado.

A mesma coisa nós fazemos: vamos fazendo e fazendo... e duma hora pra outra passou o dia cheio de coisas feitas, de etapas da casa concluída. Agora vai morar ai embaixo desse teto, querendo ou não.
A saida, assim como na casa seria ter um grupo todo dando suporte, um arquiteto ajudando a pensar o sonho, o engenheiro colocando isso em etapas, o mestre de obras, ...
Tem desses na nossa vida para cada projeto que queremos, não? Quem divide cada sonho com a gente? Quem ajuda a pensar eles em etapas?
Um sonho, mesmo os pequenos, são grandes demais para serem feitos sem ajuda para não deixar passar um dia cheio de esforço mas sem resultado para o final feliz... como as casas ali do lado.

Beijos e abraços

terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: terça 27set11 ::

Ontem, como quase todo dia, não sabia se ia almoçar ali embaixo no Costello dentro do condomínio, se ia aproveitar uma caminhada no sol até os restaurantes tudojunto ali no Rosas ou se pegava o carro até o shopping.
Acabei indo almoçar com um casal que, pra mim, são um exemplo de bem levar a vida, em casal.
Em cada saída para almoço, sempre tem casais misturados no meio dos grupos de mesas. Sempre me intriga a incapacidade de terem um momento de alegria. É claro que ninguém é alegre o tempo todo e tem papo o tempo todo... tem momentos de todo o tipo, tem momento para falar demais assim como tem que ter os momentos para ficar quieto, pensar, prestar atenção, se comunicar sem falar nada.
Na minha humilde opinião, o que manda nisso tudo é a vontade. Se acordar sem pensar, ou no pior dos casos, pensar em ficar emburrado ou triste... a, mas não tem cristo que faça ficar alegre.
É o exemplo desses dois lindos que brincam o tempo inteiro um com o outro, que riem um do outro e de si mesmo, sem os padrões de seriedade e sem as manias e costumes que se aplicam a quem está casado há mais de quatro anos.
Salve o 'levar a vida mais frouxa' e a capacidade de acordar e decidir ser alegre.
Salve a alegria desse e de todos os casais alegres, mas principalmente, uma forcinha extra para os que ainda não decidiram ser.
Beijos e abraços,

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

:: segunda 26set11 ::

Má que belo jeito de começar um domingo que foi, ontem.
Há horas que eu passava pelo quarto da vista boa do pôr do sol (ou quarto da música ou qualquer outra coisa... só não gosto de chamar de escritório, senão parece que casa é para trabalhar, mais ainda) e atirava um papelzinho ali, uma nota aqui, uma revista por cima do sofá... resultado: juntou uma traiera que eu fiquei adiando por um bom tempo, até acordar inspirado ontem.
Toda faxina é uma oportunidade, de mudança, de rever as coisas, de tirar o pó daquelas poucas e essenciais que realmente devem ser mantidas (e geralmente é só para revivermos elas mais para a frente e ter uma boa memória, de novo), mas, principalmente desocupar, liberar espaço. Viva o desapego.
Assim como tudo, isso também gera um dilema: não guardar nada ou guardar tudo. Não leva a nada os dois extremos, mas, se for para escolher, vai a primeira opção. Prefiro tentar (e é 'tentar' mesmo) não guardar nada.
Eu li (ou escutei) uma vez que a gente só deve guardar aquilo que pode carregar na mão.
Ainda não rola o desapego total, mas, tô tentando manter só o essencial... e na cabeça, não no papel.

domingo, 25 de setembro de 2011

:: domingo 25set11 ::

Olha que o Rock in Rio já vem mudando o dia a dia aqui da Barra há alguns dias. No início da semana passei ali na frente indo para o aeroporto junto com o sol (que tava nascendo, mesmo). Que baita foto que saiu... pena que tinha carro atrás e não deu para sacar a chapa.
Mas, foi ontem e sexta que fiquei impressionado com o poder de movimentação disso tudo. Tá, é lógico que o negócio tem um impacto e influência na vida de tanta gente... mas, ver aquela quantidade de gente esperando na rua, dormindo, pais com filhos, gurizada enrolada em bandeiras, até o ponto alto durante os shows com mais de 100mil pessoas numa vibe loca total.
Incrível o poder que a arte tem de fazer despertar a união nas pessoas. Incrível o poder da música, de atirar de cima de um palco para um mar de gente mais um pouco de água, de alegria.
Como dizia o Richinha "é só cada um cuidar um pouco do outro". A música faz isso, desperta a compaixão... através da alegria.
Viva a música / alegria / compaixão a cada minuto!

Beijos e abraços

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

:: sexta 23set11 ::

Eu fico num vai-e-vem pela preferência em ter as coisas mais planejadas e o improviso.
Certamenta a sabedoria (e a felicidade, consequentemente) está no caminho do meio... em não ser o mala totalmente planejado e o perdido atirado ao vento. É... nada ha ver essa primeira constatação.... ou tem, na verdade!? Putz... tá complicando. Indeciso, eu?
O negócio é que para se chegar no meio termo realiza-se um pouco de um e um pouco do outro.. não é o morno, mas, sim metade do quente com metade do frio. O meio termo do planejado e do desorganizado é exatamente o meio termo entre os dois, metade de um e metade de outro.. não é o 'desorplanejado'. Ai, com isso, fica variando, as vezes um pouco mais plenajado, outras mais desorganizado.

Um fato simples me fez pensar sobre isso: ontem eu planejei em almoçar na rua pois tinha reunião até depois do meio dia, mas, quando deu quase uma hora da tarde a patroa me ligou convidando para almoçar. Ela sabia que eu tinha planejado almoçar na rua e como estava na rua, ligou... ai é que entra a beleza do improviso.
No restaurante, isso saltou ainda mais aos olhos: tinha gente que não tinha planejado nada aquele almoço (assim como nós dois) até o grupo das gurias nos seus 40 a 50 anos que já estavam sentadas numa grande mesa quando cheguei, tomando uma espumante e na hora que saímos depois de 1h já no restaurante, elas começaram a pedir. Parece aquele grupo de amigas que se reune uma vez por semana.
Quantos desses programas planejados não acontecem na semana, no dia e mesmo assim, chegam oportunidades fantásticas de improvisar e mudar um pouco, e tudo, por consequência.

A velha Marta, minha mãe, é que fala isso com autoridade de verdade. Se programa para vir nos visitar, compra passagem de ida e volta e quando pergunto se ela vem, sempre sai a frase 'olha... em principio eu vou'. É excelente isso!! Tá tudo programado e organizado, mas, nunca se sabe, não é!? Com certeza isso traz mais felicidade: planeja, mas aceita que pode mudar.

Beijos e abraços

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

:: quarta 21set11 ::

Cada viagem é... uma viagem. Haaa!
Tá, mas é verdade! Cada viagem é a oportunidade de cada uma dessas percepções que estão todo o dia na nossa frente e que a maioria das vezes não vemos, saltarem aos olhos com mais facilidade.
É mais difícil vermos o diferente enquanto estamos no 'mesmo'... indo do mesmo lugar para o outro, pelo mesmo caminho, não é!?
Já, a cada viagem, tudo sai um pouco da rotina e por isso tem que se prestar mais atenção, tem novidade no jogo.

Não vale nem começar a listar a quantidade de coisas, que vão desde a observação do comportamento das pessoas no aeroporto ao imaginar o que passa na cabeça de cada um no hotel (desde crianças em férias até trabalhadores que viajam o tempo todo e devem detestar hotéis)... e isso que eu não ia nem começar a listar.
Mas, voltando ao ponto de que quando saimos do nosso meio habitual estamos mais propensos a ver as coisas de maneira diferente... será que aguçamos de verdade a capacidade de ficarmos mais perceptivos e mais abertos a aprendizado!?

É a beleza da criança que pega qualquer coisa pela primeira vez e usa todos os sentidos dela (lambe, cheira, toca, olha e sacode para ver se sai algum som) e em alguns segundos conhece muito mais os limites daquele objeto na mão. Quase quase o que um velho (adolescente, jovem adulto, seja lá o que for, pois já não é mais criança, então, aqui tanto faz) faz com algo novo: dá aquela olhada de longe e... pronto.
Até mesmo em viagens damos dessas de só olhar, de só usar um ou dois dos sentidos... ou será que a minha perceção longe do meu habitual está igual?

Beijos e abraços... voltando para casa

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

:: segunda 19set11 ::

Na sexta e no sábado nós - a CONAJE - conseguimos realizar o Feirão do Imposto em todo o país. É um negócio maravilhoso mostrar coisas que as pessoas deixam passar em branco todo o dia.
A ideia é espetacular: conscientizar as pessoas sobre a quantidade de impostos que cada um de nós paga, ou seja, a quantidade de dinheiro que nós entregamos na mão do governo para ele usar do jeito que quiser... e isso é desde a água aberta na torneira, até o carro comprado.
Mas para que esse esforço todo? Para ver se a revolta fica tão grande a ponto de levantar bandeiras e ir para a rua lutar contra, prestar mais atenção na hora de votar, assinar um abaixo assinado descente,...
Buenas, o incrível foi ver e interagir com cada uma das pessoas que passaram pelo centrão aqui do Rio, no largo da carioca e que ficavam indignadas ao conversar com a gente, que se davam conta de coisas que não tinham nunca pensado, às vezes.
E a mesma pergunta de sempre: isso é com tudo, não!? Quantas coisas realmente são parte da nossa vida e a gente nem percebe!? Quantas coisas nos são impostas e nós nem pecebemos!?
Não dá para viver estilo Zeca Pagodinho deixando a vida me levar! Tem responsabilidade demais assumida nessa cabeça para deixar me imporem ou me levarem para lugar qualquer.

E, como se não bastasse, ainda teve o ontem. Que domingo espetacular!
Aqui vai só uma cena para mostrar tudo: puxando o Pedro pela mão e ele com os dois pés no xkeiti (skate em carioquês). É incrível, assim como o Gabriel e a Bia, ver eles falando (nem que seja com o olhar... afinal eu acho que é isso que eles querem falar) e pedindo para vir para a casa do tio Henry e da tia Bi. Que sensação única.

Beijos e abraços.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

:: sexta 16set11 ::

De novo passei dias sem escrever. Tá certo que foram meio corridos esses dias, mas, como sempre, não é desculpa.
Fui ao centro da cidade todos estes últimos dias desde que escrevi a última vez e, em dois deles, como fui sozinho peguei o ônibus do metrô aqui na Barra até a primeira estação em Ipanema e depois o metrô até o centro.
É muito massa esse trajeto!
Uma, que o busão (todo metido, com ar condicionado e nunca lotado) vai pela Niemayer... com aquele visual fantástico. Sempre que eu vou de moto eu sinto a visão ser diferente... agora, na altura da janela do ônibus fica ainda melhor, dá para ver as pedras do mar / penhasco de um jeito único. Totalmente excelente.
O muito massa dessas idas de ônibus + metrô, para mim, é o contraste.
Primeiro que por mais que seja um ônibus, não é um ônibus normal, o 'tipo' (dentro do esteriótipo) das pessoas é diferente. Tem uns lendo O Globo, outros lendo O Valor, checando e mandando email pelo iPad. Não é muito o cenário que se esperaria ver naturalmente num ônibus no Rio.
Mas, o contraste de verdade, para mim, é o do metrô. E não é contraste entre rico e pobre ou bonito e feio... isso tem, é lógico e depende da visão de cada um sobre quem é rico ou não, quem é bonito ou não... percepção de valores individuais.
Mas, o contraste lindo é do comportamento de cada um dentro do vagão.
Lembrei do musicão campeão de uma Tertúlia: "Tchelen tcheleco, trotezito balançado, esse trem vem da fronteira ninguém viaja sossegado"
Nos 25min que leva o metrô para percorrer desde o início da linha até a Central do Brasil tem gente viajando na música dum radinho FM antigão com fones ou num iPod todo bacana, gente lendo jornal, gente contando ansioso as estações, conversando alto, rindo, falando no celular (acho que só o meu é que não pega) e até gente dormindo, extremamente sossegada, mesmo com todo aquele solavanco em cada parada.
É uma parte do caminho de cada dia na vida de cada um que ali estava naquele vagão... muitos, com certeza, brabos por estarem perdendo tempo ali e outros entendendo que o caminho é a vida, que a felicidade não é um ponto de chegada mas a viagem, esse caminho.
E isso é o mais difícil mesmo: entender cada um dos caminhos como felicidade. E fica ainda mais difícil pela quantidade imensa diária que temos de pontos de chegada.
Beijos e Abraços

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

:: segunda 12set11 ::

Opa... agora sim passou. Passou um, dois, três... má que horror... desde o feriado da semana passada que não escrevi.

As 'desculpas' são muitas, mas, não vou nem começar a usar elas. Vamo vê se elas entram no meio do texto, pois, muito por elas que não parei para escrever... Tá, isso é bobagem, desculpinha. Vou escrever sobre uma única coisa, um pensamento que me acompanhou durante uns bons dias desde a quinta passada: a nossa percepção dos fatos.
Eu falo isso o tempo todo (pobre da minha mulher linda que escuta o chato aqui falando isso): nada nos machuca, o que machuca somos nós mesmos. Isso é, o fato não nos machuca, o que machuca é a interpretação desse fato.

Eu lembro de um querido amigo contando que a uma funcionária dele chegou desesperada para falar com ele dizendo que não sabia o que fazer pois estava grávida... de gêmeos, ainda por cima. Ela não queria e não tinha condições para isso. O fato: ela tava grávida. O mesmo fato (estar grávida) era o sonho dele naquele momento para ele e a mulher dele que tinham perdido um filho durante a gravidez.
Isso acontece todo dia. É lógico que tem muita coisa que influencia essa interpretação individual... e fica ainda mais difícil pensar assim (racional, curto e grosso) num fato tão grande da vida como esse exemplo, mas, eu acho que aprendi que é só assim que a gente consegue ter essa noção verdadeira sobre isso, em momentos extremos e importantes. Assim como diz-se dos nossos princípios morais: que só tem valor em situações desconfortáveis. É fácil dizer que sou calmo enquanto todos estão calmos, não é!?
Mas, realmente, a percepção dos fatos é algo que tem que ser cultivado e aperfeiçoado com otimismo e certeza de que tudo tem uma razão para acontecer, senão, ou nóis fica loco ou perde a fé na vida.

Tá aqui o presente... se tu pegar é teu, se não pegar e ficar na minha mão, ainda é meu. Decide o que fazer com cada 'presente' da vida.

Beijos e abraços, sempre cheios de otimismo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

:: quinta 08set11 ::

Fiquei pensando e pensando sobre o que escrever de um dia tão bom como ontem... o que podia ser algo diferente, algo único em um dia tão... único!?
Bem, pensei e pensei e acho que uma das coisas que mais me impressionou foi a frase do Bruno (um guri loco de bueno, marido da amada Diane) me dizer que achava que não ia conhecer ninguém, mas, que tava vendo que tinha mais gente conhecida dele do que da Diane.
Isso é realmente incrível. Como esse mundo é pequeno, mesmo!
Quantas vezes vamos e saímos achando que não tem ninguém que conheceremos, que tudo é novo... e não é.
E fica ainda mais fácil sendo de Santa Maria. Isso sim gera assunto e gente conhecida! Alguém que lecionou ou estudou na Federal (que agora ainda é mais fácil pois já são 8 faculdades na cidade - é isso, não é!? que loucura), foi transferido para a base ou um dos 834 quartéis da cidade, namorou uma das gatas do coração do rio grande,... como dizia ontem: é tipo maracujá: depois que plantou, aparece em todo lugar. Santamariense é assim!
Que alegria fantástica ter reencontrado essa amada amiga ontem... mas, as 'coincidências' da vida é que são fantásticas mesmo: ter reencontrado-a através do maridão que eu não conhecia e fui numa reunião pelo trabalho e que no final conhecia muitos dos que estavam ontem conosco.
Coincidência, nada!
Beijos e abraços

:: quarta 07set11 ::

Tchê do céu! Que maravilha ter gente na vida!

Não sei porque, mas, desde sempre eu soube o porque eu tava no mundo. Quando fizemos o coaching com a Wilma de SP lá na 4SC, teve um momento que ela me perguntou: tu já pensou o porque de estares vivo, qual a tua missão na vida, no mundo.
Eu sempre pensei nisso. Sempre tive isso muito claro: minha missão é viver as pessoas. Acho que essa é a missão de todos, na verdade.
Tá bom... missão de todos, não, mas, que tem que estar nas ações do dia a dia tem. Não precisa ser o foco, mas, tem que estar dentre as essenciais. Tem gente que nasceu para lutar, outros para curar, uns para gritar notas, e ai vai.
Para mim, o objetivo que tenho claro é o de tocar as pessoas. Ver que vivem a vida tranquila, de maneira simples: faz o que tu quer fazer e deixa o outro fazer o que quer, sempre respeitando todos e tendo compaixão. Simples demais isso, mas, uma das coisas mais raras de se ter. A maioria tem mania de complicar... 'vou fazer isso por aquela pessoa' ou 'porque aquela pessoa pode gostar disso'... não rola! Só vai gerar frustração. Quer ser feliz e deixar os outros felizes? Pergunta o que quer e faz se estiver dentro dos teus limites. Dizer 'não' é mostrar limites. Puro e simples.

Mas, independente do objetivo de cada um, o sentido da vida, para mim, é um só: viver e amar as pessoas.
Só assim temos ganhos. Só assim crescemos, mudamos.
Esse realmente é o meu objetivo da vida: amar as pessoas... MAS, por mais altruísta que eu seja (ou tente ser), eu realmente vejo sentido na vida na hora que recebo esse amor de volta.

Obrigado pelas mensagens e telefonemas durante o dia de ontem, pelo amor e carinho de todos que vivem a minha vida, que fizeram o Henry até agora, obrigado por darem sentido a minha vida.
Todos são essenciais, de verdade, mas, a lembrança durante o dia de ontem foi muito mais para o Richinha... o que é uma homenagem incrível poder pensar em cada um através desse anjo lindo que é esse guri.

Beijos e abraços com todo meu amor e carinho

terça-feira, 6 de setembro de 2011

:: terça 06set11 ::

Tá difícil num dia como ontem, com um solaço daqueles e um vento bom, saindo de moto antes das 7h de casa e demorar quase uns 20min para chegar na agência, sendo que levo metade desse tempo indo de carro... tava difícil de pensar em algo muito foda que aconteceu durante o dia com um momento fantástico desses logo de manhã cedo. Que maravilha!! E viva ao tarado que inventou a moto! HEY! Daqui há pouco eu tô igual aos locos que andam sem capacete por aqui... não!
Mas, uma cena foi muito boa no meio da tarde. Desci o prédio e fui até o prédio do lado, perto do café e tava uma foto fantástica do sol entre os dois prédios, batendo um pouco na vidraça e outro pouco na parede. Muito massa. Tentei até tirar uma foto para guardar o momento, mas, como instalei o Instagram há pouco, não deu tempo para conhecer ele de verdade. Tirei a foto e quando fui ver, não tinha guardado ela.
Mas, ficou gravada a foto na retina. O sol que aparece sempre. O prédio que está sempre ali de manhã e de tarde, mas, que naquele minuto ali, numa saida não programada, eu parei e voltei para olhar e tirar a foto. Muito massa! O mesmo lugar que passo no mínimo 3 vezes por semana estava completamente diferente.
Beijos e abraços

PS: no final de semana tirei uma do cristo lá no Parque Lage... vai para tentar compensar a de ontem que não foi.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

:: segunda 05set11 ::


Semana passada eu dei uma engambelada (acho que existe a palavra no dicionário gauchesco) e escrevi dois posts num dia, pois, passou da meia noite. Agora a cara de pau foi o final de semana que juntou tudo na segunda. Então, ai vai o de sábado, domingo e hoje, com 3 anotações, uma para cada um dos dias anteriores.

A sexta já chamava e abriu muito bem o final de semana com uma comemoração regada a chopp e croquete da casa do alemão com a gurizada da agência. Mas, isso já é garantia de uma hora feliz (ou 'happy hour' em polônes), então não conta muito como algo em negrito no dia. Uma coisa muito massa foi que coloquei uma nova seleção randômica de músicas no pen drive que fica no som do carro e fui para a agência de manhã cedo escutando Pedro Abrunhosa, um portuga que canta umas músicas muito massa e que não escutava há muito tempo.
Quase tudo que é música me remete a uma lembrança específica de algum lugar onde geralmente mais escutava ela... essa é uma das poucas que eu só viajo sem chegar a lugar nenhum. Essas músicas dele, quase sempre eu passo inicialmente por Cascais aos 11 anos de idade, mas, não escutava ela lá em Portugal, então, é uma memória desconexa das boas: lembranças ótimas da infância por uma música que fui escutar depois de um pouco menos criança.

No sábado fomos até o centro na feira do Lavradio na Lapa. Acontece só no primeiro sábado de cada mês. Depois fomos almoçar com a guria e a guriazinha no Fellice, um baita presente de aniversário adiantado. Acabou nós voltando para casa a tardinha depois de um dia fantástico entre família (de sangue e agregada). Antes de irmos para a Feira, passamos pelo Parque Lage para o café da manhã... ao meio dia. Barbaridade!
A natureza e sol no Parque Lage foi incrível, mas, a rua do Lavradio coberta de gente olhando, tirando fotos, curtindo o sol, fazendo churrasquinho na esquina... aquelas horas ali foram mais uma surpresa maravilhosa do Rio como uma cidade pequena e cheia de encantos mil, idolatrada salve salve.
A união dos antiquários com a modernidade. Do tradicional com o novo. Talvez a foto mostre um pouco.


Para começar o domingo e terminar o final de semana fomos tomar um mate amargo na piscina, curtindo um solaço bem quente com um vento 'meio' (tem que manter o casco gaudério) frio. O esquema foi o pulo na água gelada da piscina. Mas bota gelada nisso! E o pior, eu fui lá, coloquei os pés e vi que tava muito gelada, mas, mesmo assim, me toquei. Me lembrou da saída do avião para um salto de paraquedas... o negócio é meio sem noção, mas, tu sabe que é bom então se atira sem hesitar.

Beijos e abraços

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

:: sexta 02set11 ::

Ontem fomos eu, a patroa e a Dona Marta ver a estréia da peça Inverno da Luz Vermelha no Fashion Mall a convite do Rafael. Começando pela maravilha de ter um teatro dentro de um shopping (ideia totalmente excelente para dar um pouco mais de cultura no consumo) até a atuação incrível dos 3.
Não tem como diminuir a atuação deles na peça, incrível essa capacidade de estar na frente das pessoas em cima de um palco com tanta coisa decorada... sempre falo isso pra patroa que é uma mistura de admiração com indignação... eu não consigo decorar uma frase e esses tarados desses atores decoram livros.
Voltando: não tem como diminuir a atuação deles, mas, um detalhe destacou de várias outras peças: a troca de cenário por dois homens e uma mulher vestidos de preto sincronizados com uma música e o ator (o Rafael) interagindo com a troca dos móveis até o aperto das duas portas virar o apartamento em uma kitnet.
Tá bom... contei a cena. Mas não diminui em nada a peça.
O incrível é como uma troca de objetos de lugares transforma um ambiente todo, completamente. Assim como a troca de um caminho ou uma nova ação transforma todo um dia ou uma vida... credo, essa foi fundo. hey!
Beijos e abraços

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

:: quarta pra quinta 01set11 ::

Como passou da meia noite, dá para escrever uma vez só e falar de uma coisa que marcou os dois dias.
Na verdade, tá ficando repetitivo já. Tô falando de pontos de vista diferente de uma mesma coisa/situação, sempre. Se não tô falando, tô pensando. Tá foda. Até eu vou parar de reler o que escrevo, assim.
Buenas... a volta 'às origens' pelas visitas. Visitas de amigos que trazem novas ideias, visita da família, da véia Marta, que traz o calor e coisas que só a infância tinha, de volta.
Realmente a gente tem que manter perto as pessoas, fazer acontecer essas visitas, juntar. Ter ganhos, de convivência.
Sejam visitas com direito a abraço ou no pensamento... de qualquer jeito as duas são fantásticas e perfeitas na sua essência e na sua forma. Uma não é melhor nem pior... afinal, o que mantém para sempre é a alma, assim, a visita tem que passar por ela mais do que por qualquer outro terreno.
Beijos e abraços,

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

:: quarta 31ago11 ::

Talvez uma das coisas que eu mais repito é que tudo na vida é questão de perspectiva, de interpretação dos fatos. Que o fato em si não causa bem ou mal a ninguém, a interpretação desse fato é que causa.
A história do presente que alguém traz na mão para me entregar e que se eu não pegar, se não tirar da mão de quem tá trazendo, não é meu. Continua na mão da pessoa, portanto, é dela! A mesma coisa com um xingamento (coisa ruim é mais fácil de refletir)... se eu não aceitar, não me pertence. Não é assim?

Agora, o incrível é a capacidade de termos perspectivas diferentes, de enxergarmos diferente, de usar óculos diferentes para ver a mesma situação.
Na verdade foi por causa disso que decidi começar a fazer esses relatos diários: para me lembrar e prestar atenção nessas perspectivas.
E, um dos jeitos que mais me proporciona isso sem esforço nenhum é estar em cima da moto. É impressionante como o mesmo trajeto pela Niemayer para ir para a Zona Sul (que já é uma beleza por natureza) fica diferente em cima da moto.
Não sei se é o vento no rosto ou a falta de parabrisa, mas, que o óculos que o assento da moto proporciona é único, isso é.
Se não bastasse o caminho, ainda na chegada em Ipanema para uma baita reunião na Oi, parei naquela rua que mais parecia um beco cheia de árvore, o guardador de carro que conhece todo mundo, o jornaleiro... De novo, tudo depende da perspectiva, mas, aquela rua, se largasse alguém de fora ali, eu aposto que não dizia que era o Rio, mas sim uma cidadezinha de interior. Que maravilha!
Porque será que chamam de cidade maravilhosa?
Beijos e abraços

terça-feira, 30 de agosto de 2011

:: terça 30ago11 ::

Fazia tempo que eu não pegava um vento bem gaudério na cara... e achei que ia demorar bastante para ter de novo um 'vento norte'. Isso por estar longe da república riograndense, onde eu achei que era o único lugar do planeta que acontecia o fenômeno (eu bairrista?).
Que espetáculo andar de moto ontem sentindo o vento forte, quase uma baforada quente na cara. Nem com os pouco mais de 30km/h da moto o calor do vento dava trégua.
Lembro de quando era piá andando pela Floriano, pela Venâncio, Acampamento ou, no encanamento de saída de todo o vento de Santa Maria, a 24horas.
A sensação que o vento norte trazia/traz é fantástica: uma mistura de frio com calor meio inexplicável.
Mas, mais do que isso, a maravilha foi ter isso aqui no Rio totalmente inesperado, sem achar que poderia ter.

Tá aí: nada é privilégio e exclusividade de ninguém nessa vida, nem de nenhum lugar. Dá para recriar as coisas que nos fazem bem e trazem boas memórias só com o pensamento... ou até mesmo (só de vez em quando*) se esperar, algumas delas vem do nada 'forçando' uma lembrança.

*mas é só de vez em quando mesmo! Nada de 'deixa vida me levar, vida leva eu' ou 'quem espera sempre alcança'.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

:: segunda 29ago11 ::

E no domingo... descançou
Tava na loucura para fazer uma trilha e aproveitar aquele solaço que saiu ontem, mas... isso foi durante a semana e, principalmente, antes da corrida no sábado a noite. Descobri que correr na areia dá dor nos dedos... da mão! Tu tá loco. Acho que eu precisava ter me preparado um pouco para sair correndo feito um tarado.
Geralmente o domingo é de suor e esforço da trilha ou corrida para começar o descanço. Esse foi de dormida mesmo, aproveitando o sol para não fazer nada a não ser congelar os tornozelos na piscina que tava mais gelada que a cerveja que veio na sequência.
Não gosto muito de acordar tarde pois fico achando que desperdicei tempo. Isso realmente passou em branco ontem, com muita satisfação. É bom ficar sem pensar em nada, em casa, cozinhando.
Talvez como o tendão que vou ter que fazer um quente e gelado para não piorar... talvez assim tenha que fazer com a quantidade e tipo de coisas a fazer.

Beijos e abraços

domingo, 28 de agosto de 2011

:: domingo 28ago11 ::

70' do segundo tempo.

Quase passou o primeiro dia sem escrever.... o que não quer dizer que não tinha o que escrever. Ao contrário, um monte de coisa, na verdade. O que dificultou foi o domingo em casa com a patroa e com uns bons vinho.
Da constatação do ex-atleta aposentado aqui de que não dá muito para sair correndo 10km sendo metade na areia, o fantástico foi ver ainda mais de perto o mundo todo que existe entre os apaixonados pela corrida.
Das equipes fazendo um esquenta antes da corrida até o pessoal motivando todos que passavam pela rua.
A maior beleza talvez seja a capacidade de superação, o envolvimento e dedicação do pessoal. Um muntarel de gente correndo (pelo meu número de inscrição deveriam ter no mínimo 6mil pessoas nesse Fila Night Run de ontem) como se fossem amigos de longa data, dando suporte, motivando, empolgando um ao outro para correr ao lado e atrás de algo que tá só na cabeça de cada um.
Por mais que tivesse esse monte de gente do lado, é exatemente isso: cada um corre sozinho... mas, ao mesmo tempo, acompanhado, de pessoas, de lembranças, de pensamentos de todo o tipo.
Sensação igual a das viagens de moto. A para o Chile, que foi a maior, foram mais de 6mil km de eu comigo mesmo dentro do capacete, viajando... em todos os sentidos! Mas, junto com os guris o tempo todo... viagem mesmo.

70min correndo não é muito... mas dá para viajar um pouco, aqui do lado, na areia ou na rua ou na esteira... ou sentado em casa, mesmo.

Beijos e abraços

sábado, 27 de agosto de 2011

:: sábado 27ago11 ::


Ontem foi tudo meio-que dentro da agenda: a parte da manhã tava agendada há um tempo, a reunião e trabalho da tarde também. A única coisa que não tinha definido era o que ia fazer de noite. Mesmo tendo 2/3 o dia 'planejados', foi cheio de impressões novas e ótimas.

De manhã, numa rua interna em Copacabana tirei essa foto abaixo de uns girassóis cheios de mini-abelhas (ou mosca muito da grande)... achei muito massa ver essa cena de campo no meio da cidade. Por um segundo pensei em escrever mais sobre isso, mas, ai tem um casal de fresco que ia me tirar sarro por uma semana.

As duas outras excelentes surpresas do dia é que de alguma forma se juntam. De noite foi a peça da Bárbara e do Hector, 'Hell'. Muito, muito boa. Não dá tempo nem de respirar. A Bárbara tá espetacular. A luz, a trilha,... tudo totalmente excelente.
O que isso tem de ligação com a reunião com as gurias de comunicação e social na Shell na parte da tarde? A peça fala de uma essência podre do ser humano, daquele que veio ao mundo a passeio, que não tem responsabilidade nenhuma (para com o mundo ou consigo mesmo) e acha isso lindo... conta isso através do relato de uma francesa loca (uma patricinha, socialite ou sei lá a profissão).
Realidade!
Assim como a realidade daquelas gurias incríveis que estive de tarde que mostram o quanto de responsabilidade assumiram para si por elas mesmas e pelos outros, pelo mundo. Realmente vieram ao mundo para fazer, para produzir. Encontrar gente com tamanha responsabilidade, o que inevitavelmente gera uma agenda cheia, para ser recebido com tanta atenção e carinho... essa é uma surpresa que infelizmente só acontece de quando em vez.
Na verdade, acho que tô dando sorte em conhecer gente boa.

Beijos e abraços



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

:: sexta 26ago11 ::


Tá cheirando!
Aqui na barra tem todo tipo de cheiro... na verdade a maioria é fedor mesmo. Muita obra, mangue, lixo... sei lá o que mais. Tem um que reaparece todo dia as 22:47 pela sacada.
Taí! Geralmente, são os cheiros ruins que a gente mais percebe... e o ruim é isso: além de ser, de fato,... ruim... ele supera os bons.

Pensando um pouco, rápido... que merda, ja fiz muito disso! Já dei mais atenção para os 'cheiros' ruins do que para os bons.

Mas, ai que vem o bom de novo, mostrando que é melhor, que é bom merrrmo: ontem o cheiro que me chamou atenção, que foi novidade (pois o cheiro ruim eu sinto todo dia, prestando atenção ou não nele) foi um cheiro misturado de comida com terra molhada com combustível com barulho com vaca, mas, acima de tudo, com pessoas!
Era o mesmo cheiro que eu sentia numa praça do centro de Poona que eu fazia a baldeação do busão para ir para a rapidEffect trabalhar todo dia. Um cheiro que eu achei que seria único e nunca mais ia sentir. Que coisa maravilhosa voltar àquela gente abençoada e guerreira na India, voltar a 2001... tudo por um cheiro que sobressaiu aos quantos ruins que tem todo dia.

Eu sou uma pessoa de cheiro... é mania mesmo. Presto muito atenção nisso. E, eu gosto disso, acho um sentido ótimo para se ter desenvolvido.
Eu sou uma pessoa de pessoas... mania mesmo. Presto atenção e gosto de pessoas! É um hábito ótimo... ainda mais se aproveitar e dar mais atenção as boas no meio das ruins que tentam sobressair.

Beijos e abraços

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

:: começando ::

E a quantidade de experiências e pessoas e coisas que passam na nossa frente todo o dia e não damos tanta ou nenhuma atenção!?
Ta na hora de começar a prestar mais atenção nesses momentos, lugares, pensamentos.... em tudo que faz cada dia um NOVO dia!
Novidades!
Vou deixar aqui para eu mesmo me disciplinar e escrever diariamente. Se gostar, comenta, escreve também... aproveita e vê a vida de cima olhando o relógio só para saber que tá na hora de aproveitar!

O objetivo é simples, como descrito abaixo. Vou escrever diariamente sobre as coisas com as quais me deparo e que tem significado para mim ou que vou atribuir esse significado. Tomara Deus eu consiga encher isso aqui com muita experiência e novidade a cada dia.

No outro dia eu escrevo sobre algo que aconteceu no dia anterior... assim da para repassar o dia todo na cabeça.

Não sou escritor e muito menos intelectual... então, pode esperar que vai ter erro de escrita assim como vai ter falta de conhecimento e cultura, mas, o que não vai faltar e vontade pelas coisas, pelas pessoas, pela vida... transformadas em relatos de escrita simples e sem frescura (como eu acho que sou).

Vambora!
Beijos e abraços,
Henry

:: quinta 25ago11 ::

A maioria que eu conheço fala que as pessoas não mudam. Eu mesmo digo que mudar mudar, não mudam... adaptam comportamentos.

Seja o que seja, é incrível como as pessoas supreendem fazendo coisas diferentes.

A novidade de ontem foi o jantar!

Muita experiência boa. Desde a simpatia do Chef, o Amilton dando a dica dum tinto de Columbia Valley, US e trazendo um branco argentino para provarmos até chegar nos pratos inacreditáveis de tão bons... aqueles poucos restaurantes que realmente vale o que cobra pois não tenho ideia de como consegue fazer aquele molho do 4o prato ficar naquele ponto ou aquele risoto do 2o prato com aquele gosto. Totalmente excelente o Sr Claude e seu Olympe!

E esse presente todo mesmo esquecendo que há 4 anos eu comecei a namorar a mulher da minha vida.

De algum jeito, meio inacreditável para mim, eu tenho essa mulher comigo, feliz, linda, mandando convocatória para jantar... surpreendendo o marido... na verdade sendo uma namorada apaixonada... vai ter sorte assim, guri!

Esse primeiro relato acabou saindo mais uma declaração do que qualquer coisa... mas, tá valendo total... um SMS no meio da tarde para transformar uma janta em comemoração à vida e a 4anos de sentido.

Beijo na minha mulher maravilhosa

Beijo e abraço para todos

Henry