Muito massa estar aqui do lado e ir para uma pousada em Niterói para não ter que voltar de noite e poder aproveitar a festança da querida Alexandra até a hora que desse na telha. Muito massa por ter ficado lá para descançar tanto quanto pelo programa do outro dia, de acordarmos devagar e voltar ao Rio. Até parece que é uma viagem… que vergonha… mas, não é lá tão perto e o massa foi isso mesmo: transformar uma travessia de ponte em programa, em viagem.
Sem falar no bacalhau inacreditável da Dona Henriqueta com aquele polvo com gosto de churrasco de entrada… meu Deus!
Mas, o que comecei a lembrar foi de uma vez que fiz uma caminhada entre Petropolis e Teresopolis durante três dias e no ponto mais alto do parque, numa friaca braba da noite, tomando um mate com os dois amigos que estavam na aventura junto, ficamos olhando o Rio de longe, bem de longe no por do sol, as luzes começando a piscar na cidade. Parecia pequeno demais. Uma visão que não parecia com o Rio que eu via nas fotos e TV naquela época.
A gente enxerga diferente a cada vez, mesmo!
Ontem na volta por Niterói paramos no Museu (MAC)… a vista é outra coisa. Já ouvi gente dizendo que em Niterói se tem a melhor vista do Rio. To pra concordar.
Vou colar aqui abaixo um trecho do texto que escrevi dessa caminhada no Parque Nacional Serra dos Órgãos há um tempinho atrás e deixar ela fazer as vezes da visão diferente do Rio, de cada uma das perspectivas.
E as duas fotos: uma do museu em Niteróis (ontem) e a outra da caminhada (um pouco antes de ontem).
Beijos e abraços.
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"... No outro dia, bem cedo da manhã, acordamos, fizemos um mate (chimarrão) e subimos para ver o nascer do sol no ponto mais alto do parque. Espetacular!!!! Viam-se todos os picos do Parque, as cidades ali perto (Petrópolis, Teresópolis e mais algumas) e toda a grande Rio de Janeiro e Niterói ao longe (uma distancia de uns 60km em linha reta). A sensação é indescritível... até o frio fica bom!!!
Ficamos lá no topo parados por umas boas horas, então descemos e fizemos um almoço super-reforçado e iniciamos a descida da Pedra do Sino pela trilha (12km) que nos levou até a entrada do Parque em Teresópolis. Nesta descida passamos por lindas cachoeiras e avistamos grandes postais do Brasil: Cachoeira Véu de Noiva, Dedo de Nossa Senhora, Dedo de Deus e toda vista de Teresópolis. Assim que chegamos na entrada do parque pegamos um ônibus até o centro de Teresópolis e fomos para o albergue
Fizemos um churrasquinho com bastante cerveja, para não deixar a cultura gaúcha morrer, para a gurizada do albergue.
No outro dia pela manha tomamos um ônibus para a Estação Novo Rio e cada um seguiu seu caminho de passeio antes de voltar para casa."
Experiências e Surpresas de cada dia... pelo Henry
Vou escrever diariamente sobre as coisas com as quais me deparo e que tem significado para mim ou que vou atribuir esse significado. No outro dia eu escrevo sobre algo que aconteceu no dia anterior. Não sou escritor e muito menos intelectual, mas, o que não vai faltar é vontade pelas coisas, pelas pessoas, pela vida... transformadas em relatos de escrita simples e sem frescura (como eu acho que sou).
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
:: domingo 20nov11 ::
Me perdi total… fui até ver o último post quando tinha sido. Há mais de mês e meio atrás. Que barbaridade!
Mas, agora tamo de volta na atividade, irmão.
Tem um monte de desculpa pra mim mesmo por não ter conseguido escrever durante esse tempo todo, mas, tudo furada.
Talvez a mais fácil é a das viagens… então, vou usar ela para dar o gás na volta à escrita.
Eu lembro seguido de uma frase quando penso ou me perguntam se estou viajando demais: mais do que eu gostaria, menos do que eu deveria.
O gostar de viajar vem das possibilidades, os lugares novos, as novas visões, novas pessoas, comidas… ai por diante. Mas, nem tudo são malbecs argentinos, é lógico, essas possibilidades e novidades estão escondidas em horas de espera num aeroporto ou num taxi de 40min.
E realmente eu acho que muitas vezes estão escondidas mesmo. Não que estejam escondidas de fato atrás de uma porta, mas, que se não estivermos prestando atenção não vamos ver, se não estiver escutando, não vamos... ver.
Não lembro das vezes que fui correr na rua em que estava de fone de ouvido, lembro muito mais da maioria que corro sem fone e fico vendo o que acontece no caminho. É igual ao baixar o volume quando tô tentando achar um endereço novo enquanto dirigindo.. não dá para tentar achar a rua com o volume alto (eita limitação!). Não dá para ver as coisas e as pessoas durante a corrida na praia se estiver com o fone de ouvido.
Mas (sempre tem um), uma das últimas esperas me rendeu um momento único que acabei olhando mais pra dentro… perdi a visão de fora, colocando um fone de ouvido isolando o barulho de tudo lá fora, mas, fique feliz demais por estar escutando uma música bem escutada esperando o voo. Foi uma espera das melhores, ultimamente. Além de ter escutado música com volume e qualidade, que há horas tava querendo, a próxima espera no aeroporto já foi diferente: não usei o fone de novo e prestei mais atenção em tudo que estava ali para ver.
O que não dá é para deixar virarmos no estilo New Yorker onde todos passam com o fone na cabeça, não escutando nada do mundo lá fora e, para mim, não vendo nada, também.
É bom para um momento desses, lá de quando e vez, esperando ou aqui escrevendo… mas para que gere o valor no que tá fora também, não feche os ouvidos para o que tá la fora.
Um salve a música boa e essencial!
Beijos e abraços.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
:: sexta 07out11 ::
No meio de setembro eu passei pela Av Salvador Alende com o sol nascendo, era pouco depois das 5h da matina, indo para o Galeão pegar um voo e fiquei impressionado com o sol nascendo entre as estruturas que tavam se levantando na cidade do Rock (in Rio).
Na terça de manhã foi a mesma coisa. Um pouco mais tarde (já devia ser quase umas 7h) só que dessa vez eu lembrei de preparar o celular e tirar uma foto para guardar aquele momento além do que só no HD interno.
E a 'coincidência' é que começou a tocar uma música muito boa do Jorge Drexler do meu pen drive: 'Todo se transforma'. Baita som!
Aquilo que há um mês atrás ainda estava totalmente diferente, imaginar que há mais de um ano atrás era um barral descampado e se transformou numa cidade. Que coisa fantástica essa capacidade de transformar.
É claro que isso é um projeto imenso, ai fica impossível da mudança ser invisível... mas, o massa da música é que ela fala sobre a transformação das coisas pequenas, da gota do vinho que caiu, do sapato que viajou, ... nada se perde, tudo se transforma (diz a letra dessa música excelente).
Realmente, nada se perde! Tudo fica com a gente! Nada morre, só muda de lado! A beleza de entender que a vida e a morte, seja do que seja (desde um objeto até uma vida) são a mesma moeda, as duas faces dela. Nada morre, nada se perde, tudo se transforma!
Beijos e Abraços
PS: vou colar aqui abaixo para reler ele agora, um baita texto do livro 'Os Jogos de Maya' da excelente filósofa Délia Steinberg Guzman:
------------ A vida e a morte -----------
- Viva, que felicidade! Acaba de nascer um menino! Nosso filho chegou à vida!
Assim festejam os homens a aparicao de um novo ser sobre a terra. tudo parece pouco para este pequeno corpinho que necessita da protecao mais absoluta e dos cuidados mais carinhosos. Beijos, presentes, lagrimas de alegria e emocao, balizam o acontecimento da vida.
- Que grande dor! Quanta pena se aninha em minha alma! Acabo de perder um ser querido.
Asssim choram os homens o desaparecimento de quem os acompanha e o sumir-se neste obscuro misterio da morte. Lagrimas de tristeza, luto e desolacao marcam a pasagem de uma alma de um mundo ao outro.
Poucas vezes nos detemos a pensar de onde viemos ao nascer. Ja nao se trata da questao religiosa nem filosofica da origem das almas. Trata-se de algo mais simples: se chegamos à vida, é porque viemos de alguma outra parte, seja esta qual seja, e seja como seja. Por acaso nao deixamos seres tristes e choroso nessa outra parte quando a abandonamos, para nos dirigirmos à terra dos vivos? O que os pais festejam com alegria, nao sera uma dor para outros pais imateriais, que veem partir uma alma que lhes acompanhava até esse momento?
E quando morremos e deixamos a terra, para onde vamos? Se de algum lugar viemos, é certo que para um outro lugar iremos. No infinito nao cabem limites definidos. E ali onde vamos, nao seremos recebidos com risos e alegrias de reencontro, enquanto nossos parentes nos choram na terra?
A vida e a morte sao duas faces de uma mesma moeda: VIDA. Os que aqui estamos, viemos de alguma parte e para outra nos dirigimos, porem, jamais deixamos de ser.
O que os homens chamam de vida, é a aparicao manifestada em materia de uma alma nessa terra. E o que os homens chamam morte é a mesma alma que, despojada da materia, nao pode sobreviver neste mundo e se dirige a outro.
A vida terrestre é o reino da forma. E é aqui onde Maya (ilusao) se torna forte e segura. Ela joga com a vida, ela joga com as formas, as varia e as adapta para conseguir sua comissao: mais vida material, mais forma, mais multiplicacao.
Quando as formas aparecem no mundo de Maya, assumem pequenas proporcoes. É a defesa da ilusao para proteger os jovens corpos. Ninguem pode deixar de sentir compaixao e ternura diante de uma pequena vida. Um bebe, um pequeno animalzinho, uma plantinha que se abre... tudo induz ao cuidado e ao carinho. Os homens se inclinam nao apenas ante seus pequenos filhos, mas ante os pequenos animais, por mais perigosos que eles possam tornar-se depois. Um grande tigre e um filhote de tigre nao sao a mesma coisa; um é uma fera terrivel, o outro é terno e suave. Mesmo os animais se comovem diante dos filhotes; a mesma fera que ataca os homens, protege seus bebes, porque Maya cobre os olhos furiosos com a venda da compaixao: deve-se salvar a vida custe o que custar; essas formas requerem muito esforco e paciencia para serem destruidas de uma so vez.
Quando as formas... suas existencia no mundo de Maya podem valer-se por si mesmas e, entao, nao despertam ternura, mas competencia. É a luta pela subsistencia, onde o mais forte sobrepoe o mais debil. O amor pode atenuar esta luta, porem, a rigor, tudo é uma questao de forca, quer seja fisica, psiquica, mental ou espiritual. Sempre ganha o mais forte, em qualquer campo. As competicoes esportivas que tanto entretem os homens, sao um jogo copiado de outro jogo de Maya, aplicado à competencia do viver diario.
Antes que as formas declinem e se desgastem, elas devem cumprir com o dever fundamental que Maya lhes impoe: continuar produzindo formas. Com mil veus e argucias, Maya fará com que novos corpos assimem à vida material, para isso tendo que valer-se dos corpos que ja existem. O egoismo natural dos vivos, faria com que eles nunca se reproduziessem, a nao ser pelo jogo de maya, pelo engano do prazer, pela ilusao de ser ele mesmo quem toma a decisao de multiplicar-se.
E logo chega a decadencia das formas. É a etapa final, a qual os homens chamam de velhice. As coisas velhas já nao inspiram ternura, nem exibem competencia. Sao elementos secos e desgastados que necessitam de substituicao. Boa despedida da vida, para nao enamorar-se excessivamente do brilho das formas. A alma so pede livrar-se da casca usada, para recobrar em outro lugar ideal, a ligeireza e o encanto que um corpo pesado ja nao permite irradiar. E a propria Maya acelera o processo com uma forma de abulia e sonho sem fim, porem, jamais perde energias, pois as velhas formas se renovarao no fundo da terra ou nas frageis cinzas. Nada se perde, tudo se transforma.
Vida e morte sao as duas faces de uma mesma moeda, e dois momentos de um jogo perpetuo que repete seus instantes, produzindo aquilo que o homens chamam ciclos.
Toda a Natureza joga ciclicamente: o dia e a noite, o sol e a lua, o verao e o inverno, o sonho e a vigilia, a infancia e a velhice... Se tudo gira, se tudo retorna, se as proprias arvores que estavam secas se cobrem de verdor, e o proprio mar que estava abaixo aumenta com aguas poderosas, por que os homens teriam de escapar deste jogo?
Nao ha casualidades. Ha uma perpetuacao jogo de Maya que, sob a lei da causalidade nos atrai e nos obriga a cumprir com a propria experiencia. Viver e morrer as cegas, jogando com Maya..., ou viver e morrer conhecendo as regras do jogo...: isso é questao de evolucao.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
:: sexta 30set11 ::
Unfuckingbeliveable!
Ontem fomos no Rock in Rio ver o showzaço do Stevie my old friend.
Realmente: inacreditável pácaralho!
Tá bom, vou parar com os nomes e com o english.
O show foi muito massa, por ver um cara com tanta estrada rodada agitando todo mundo (com um som que não é rock, mas, é no Rio), a inteligência e humildade do cara ensaiando umas palavras em português, deixando todos os 100mil da platéia cantando garota de ipanema e ele feliz balançando a cabeça dum lado pro outro até o ápice de o cara começar do nada a cantar sentado no piano 'você abusou... tirou partido de mim abusou' com sotaque de brasileiro.
Agora, o que me deixou impressionado e maravilhado mesmo foi o lado de frente ao palco, nóis mesmo: a platéia.
Além de impressionar uma multidão dessas toda junta pela música... peraí: na verdade, acho que toda essa minha percepção está relacionada com esse poder de movimentação que a música, a arte causa, pois, começa por aí, pela quantidade de gente, mas, os detalhes de cada um é que torna inacreditável!
Do guri de uns 10 anos vestindo uma camiseta do KISS tirando fotos ao lado do pai e da mãe, do senhor de uns 60 e tantos anos de camiseta e tênis colorido fazendo uma coreografia só dele no gramado ao som, que para mim era desconhecido, da Ke$ha até os atendentes nos bares trabalhando, mas dançando e se divertindo.
INCRIVEL se dar conta da coisa mais óbvia, de que essa multidão, cada um é uma pessoa com gostos e jeitos diferentes. Que cada um tem uma história, cada um tem um jeito de se divertir.
A muito-rara capacidade de fazer o que quer sem dar bola para o que vão pensar, de ser autêntico que, junto com a vontade de viver, de ter um bom momento faz cada cara sorridente (ou cantando ou cheia de canha ou seja lá como estivesse) criar uma cidade de pessoas mais felizes, na minha opinião, pois, estavam aproveitando esse clima para serem mais elas mesmo.
Por quë tem que ser qualquer coisa que não seja isso todos os dias em cada cidade que não só a cidade do Rock?
Beijos e abraços
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
:: quarta 28set11 ::
O bate bate que começa de manhã cedo no condomínio de casas ao lado / abaixo do nosso geralmente não começa tão cedo a ponto de me acordar, na verdade nem mesmo de servir como fundo para o café da manhã. Mesmo assim, ontem enquanto comia uma torrada fiquei olhando da janela da cozinha os obreiros chegando e começando a se preparar para continuar cada uma das construções e quando vi, tava ali parado há uns minutos viajando sobre a rapidez com que levantam e constroem algo tão essencial e belo, do nada, de um pedaço de terra... a construção do sonho de alguém.
E nesse processo, enquanto está sendo construído (o sonho, a casa), geralmente deixamos passar e não vemos muita coisa do que está acontecendo além daquela tarefa momentânea, não é? Imagina os caras que estão ali dando braçadas e marteladas, imagino que eles pensam na próxima pá cheia de cimento ou no suporte de madeira que estão colocando mas não no o quanto já construiu dessa casa toda ou que ficam pensando e revendo o plano do todo, o sonho já construido e finalizado.
A mesma coisa nós fazemos: vamos fazendo e fazendo... e duma hora pra outra passou o dia cheio de coisas feitas, de etapas da casa concluída. Agora vai morar ai embaixo desse teto, querendo ou não.
A saida, assim como na casa seria ter um grupo todo dando suporte, um arquiteto ajudando a pensar o sonho, o engenheiro colocando isso em etapas, o mestre de obras, ...
Tem desses na nossa vida para cada projeto que queremos, não? Quem divide cada sonho com a gente? Quem ajuda a pensar eles em etapas?
Um sonho, mesmo os pequenos, são grandes demais para serem feitos sem ajuda para não deixar passar um dia cheio de esforço mas sem resultado para o final feliz... como as casas ali do lado.
Beijos e abraços
E nesse processo, enquanto está sendo construído (o sonho, a casa), geralmente deixamos passar e não vemos muita coisa do que está acontecendo além daquela tarefa momentânea, não é? Imagina os caras que estão ali dando braçadas e marteladas, imagino que eles pensam na próxima pá cheia de cimento ou no suporte de madeira que estão colocando mas não no o quanto já construiu dessa casa toda ou que ficam pensando e revendo o plano do todo, o sonho já construido e finalizado.
A mesma coisa nós fazemos: vamos fazendo e fazendo... e duma hora pra outra passou o dia cheio de coisas feitas, de etapas da casa concluída. Agora vai morar ai embaixo desse teto, querendo ou não.
A saida, assim como na casa seria ter um grupo todo dando suporte, um arquiteto ajudando a pensar o sonho, o engenheiro colocando isso em etapas, o mestre de obras, ...
Tem desses na nossa vida para cada projeto que queremos, não? Quem divide cada sonho com a gente? Quem ajuda a pensar eles em etapas?
Um sonho, mesmo os pequenos, são grandes demais para serem feitos sem ajuda para não deixar passar um dia cheio de esforço mas sem resultado para o final feliz... como as casas ali do lado.
Beijos e abraços
terça-feira, 27 de setembro de 2011
:: terça 27set11 ::
Ontem, como quase todo dia, não sabia se ia almoçar ali embaixo no Costello dentro do condomínio, se ia aproveitar uma caminhada no sol até os restaurantes tudojunto ali no Rosas ou se pegava o carro até o shopping.
Acabei indo almoçar com um casal que, pra mim, são um exemplo de bem levar a vida, em casal.
Em cada saída para almoço, sempre tem casais misturados no meio dos grupos de mesas. Sempre me intriga a incapacidade de terem um momento de alegria. É claro que ninguém é alegre o tempo todo e tem papo o tempo todo... tem momentos de todo o tipo, tem momento para falar demais assim como tem que ter os momentos para ficar quieto, pensar, prestar atenção, se comunicar sem falar nada.
Na minha humilde opinião, o que manda nisso tudo é a vontade. Se acordar sem pensar, ou no pior dos casos, pensar em ficar emburrado ou triste... a, mas não tem cristo que faça ficar alegre.
É o exemplo desses dois lindos que brincam o tempo inteiro um com o outro, que riem um do outro e de si mesmo, sem os padrões de seriedade e sem as manias e costumes que se aplicam a quem está casado há mais de quatro anos.
Salve o 'levar a vida mais frouxa' e a capacidade de acordar e decidir ser alegre.
Salve a alegria desse e de todos os casais alegres, mas principalmente, uma forcinha extra para os que ainda não decidiram ser.
Beijos e abraços,
Acabei indo almoçar com um casal que, pra mim, são um exemplo de bem levar a vida, em casal.
Em cada saída para almoço, sempre tem casais misturados no meio dos grupos de mesas. Sempre me intriga a incapacidade de terem um momento de alegria. É claro que ninguém é alegre o tempo todo e tem papo o tempo todo... tem momentos de todo o tipo, tem momento para falar demais assim como tem que ter os momentos para ficar quieto, pensar, prestar atenção, se comunicar sem falar nada.
Na minha humilde opinião, o que manda nisso tudo é a vontade. Se acordar sem pensar, ou no pior dos casos, pensar em ficar emburrado ou triste... a, mas não tem cristo que faça ficar alegre.
É o exemplo desses dois lindos que brincam o tempo inteiro um com o outro, que riem um do outro e de si mesmo, sem os padrões de seriedade e sem as manias e costumes que se aplicam a quem está casado há mais de quatro anos.
Salve o 'levar a vida mais frouxa' e a capacidade de acordar e decidir ser alegre.
Salve a alegria desse e de todos os casais alegres, mas principalmente, uma forcinha extra para os que ainda não decidiram ser.
Beijos e abraços,
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
:: segunda 26set11 ::
Má que belo jeito de começar um domingo que foi, ontem.
Há horas que eu passava pelo quarto da vista boa do pôr do sol (ou quarto da música ou qualquer outra coisa... só não gosto de chamar de escritório, senão parece que casa é para trabalhar, mais ainda) e atirava um papelzinho ali, uma nota aqui, uma revista por cima do sofá... resultado: juntou uma traiera que eu fiquei adiando por um bom tempo, até acordar inspirado ontem.
Toda faxina é uma oportunidade, de mudança, de rever as coisas, de tirar o pó daquelas poucas e essenciais que realmente devem ser mantidas (e geralmente é só para revivermos elas mais para a frente e ter uma boa memória, de novo), mas, principalmente desocupar, liberar espaço. Viva o desapego.
Assim como tudo, isso também gera um dilema: não guardar nada ou guardar tudo. Não leva a nada os dois extremos, mas, se for para escolher, vai a primeira opção. Prefiro tentar (e é 'tentar' mesmo) não guardar nada.
Eu li (ou escutei) uma vez que a gente só deve guardar aquilo que pode carregar na mão.
Ainda não rola o desapego total, mas, tô tentando manter só o essencial... e na cabeça, não no papel.
Há horas que eu passava pelo quarto da vista boa do pôr do sol (ou quarto da música ou qualquer outra coisa... só não gosto de chamar de escritório, senão parece que casa é para trabalhar, mais ainda) e atirava um papelzinho ali, uma nota aqui, uma revista por cima do sofá... resultado: juntou uma traiera que eu fiquei adiando por um bom tempo, até acordar inspirado ontem.
Toda faxina é uma oportunidade, de mudança, de rever as coisas, de tirar o pó daquelas poucas e essenciais que realmente devem ser mantidas (e geralmente é só para revivermos elas mais para a frente e ter uma boa memória, de novo), mas, principalmente desocupar, liberar espaço. Viva o desapego.
Assim como tudo, isso também gera um dilema: não guardar nada ou guardar tudo. Não leva a nada os dois extremos, mas, se for para escolher, vai a primeira opção. Prefiro tentar (e é 'tentar' mesmo) não guardar nada.
Eu li (ou escutei) uma vez que a gente só deve guardar aquilo que pode carregar na mão.
Ainda não rola o desapego total, mas, tô tentando manter só o essencial... e na cabeça, não no papel.
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