segunda-feira, 21 de novembro de 2011

:: segunda 21nov11 ::

Muito massa estar aqui do lado e ir para uma pousada em Niterói para não ter que voltar de noite e poder aproveitar a festança da querida Alexandra até a hora que desse na telha. Muito massa por ter ficado lá para descançar tanto quanto pelo programa do outro dia, de acordarmos devagar e voltar ao Rio. Até parece que é uma viagem… que vergonha… mas, não é lá tão perto e o massa foi isso mesmo: transformar uma travessia de ponte em programa, em viagem.
Sem falar no bacalhau inacreditável da Dona Henriqueta com aquele polvo com gosto de churrasco de entrada… meu Deus!
Mas, o que comecei a lembrar foi de uma vez que fiz uma caminhada entre Petropolis e Teresopolis durante três dias e no ponto mais alto do parque, numa friaca braba da noite, tomando um mate com os dois amigos que estavam na aventura junto, ficamos olhando o Rio de longe, bem de longe no por do sol, as luzes começando a piscar na cidade. Parecia pequeno demais. Uma visão que não parecia com o Rio que eu via nas fotos e TV naquela época.
A gente enxerga diferente a cada vez, mesmo!
Ontem na volta por Niterói paramos no Museu (MAC)… a vista é outra coisa. Já ouvi gente dizendo que em Niterói se tem a melhor vista do Rio. To pra concordar.
Vou colar aqui abaixo um trecho do texto que escrevi dessa caminhada no Parque Nacional Serra dos Órgãos há um tempinho atrás e deixar ela fazer as vezes da visão diferente do Rio, de cada uma das perspectivas.
E as duas fotos: uma do museu em Niteróis (ontem) e a outra da caminhada (um pouco antes de ontem).
Beijos e abraços.

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"... No outro dia, bem cedo da manhã, acordamos, fizemos um mate (chimarrão) e subimos para ver o nascer do sol no ponto mais alto do parque. Espetacular!!!! Viam-se todos os picos do Parque, as cidades ali perto (Petrópolis, Teresópolis e mais algumas) e toda a grande Rio de Janeiro e Niterói ao longe (uma distancia de uns 60km em linha reta). A sensação é indescritível... até o frio fica bom!!!
Ficamos lá no topo parados por umas boas horas, então descemos e fizemos um almoço super-reforçado e iniciamos a descida da Pedra do Sino pela trilha (12km) que nos levou até a entrada do Parque em Teresópolis. Nesta descida passamos por lindas cachoeiras e avistamos grandes postais do Brasil: Cachoeira Véu de Noiva, Dedo de Nossa Senhora, Dedo de Deus e toda vista de Teresópolis. Assim que chegamos na entrada do parque pegamos um ônibus até o centro de Teresópolis e fomos para o albergue
Fizemos um churrasquinho com bastante cerveja, para não deixar a cultura gaúcha morrer, para a gurizada do albergue.
No outro dia pela manha tomamos um ônibus para a Estação Novo Rio e cada um seguiu seu caminho de passeio antes de voltar para casa."



domingo, 20 de novembro de 2011

:: domingo 20nov11 ::


Me perdi total… fui até ver o último post quando tinha sido. Há mais de mês e meio atrás. Que barbaridade!
Mas, agora tamo de volta na atividade, irmão.

Tem um monte de desculpa pra mim mesmo por não ter conseguido escrever durante esse tempo todo, mas, tudo furada.
Talvez a mais fácil é a das viagens… então, vou usar ela para dar o gás na volta à escrita.
Eu lembro seguido de uma frase quando penso ou me perguntam se estou viajando demais: mais do que eu gostaria, menos do que eu deveria.
O gostar de viajar vem das possibilidades, os lugares novos, as novas visões, novas pessoas, comidas… ai por diante. Mas, nem tudo são malbecs argentinos, é lógico, essas possibilidades e novidades estão escondidas em horas de espera num aeroporto ou num taxi de 40min.
E realmente eu acho que muitas vezes estão escondidas mesmo. Não que estejam escondidas de fato atrás de uma porta, mas, que se não estivermos prestando atenção não vamos ver, se não estiver escutando, não vamos... ver.
Não lembro das vezes que fui correr na rua em que estava de fone de ouvido, lembro muito mais da maioria que corro sem fone e fico vendo o que acontece no caminho. É igual ao baixar o volume quando tô tentando achar um endereço novo enquanto dirigindo.. não dá para tentar achar a rua com o volume alto (eita limitação!). Não dá para ver as coisas e as pessoas durante a corrida na praia se estiver com o fone de ouvido.
Mas (sempre tem um), uma das últimas esperas me rendeu um momento único que acabei olhando mais pra dentro… perdi a visão de fora, colocando um fone de ouvido isolando o barulho de tudo lá fora, mas, fique feliz demais por estar escutando uma música bem escutada esperando o voo. Foi uma espera das melhores, ultimamente. Além de ter escutado música com volume e qualidade, que há horas tava querendo, a próxima espera no aeroporto já foi diferente: não usei o fone de novo e prestei mais atenção em tudo que estava ali para ver.
O que não dá é para deixar virarmos no estilo New Yorker onde todos passam com o fone na cabeça, não escutando nada do mundo lá fora e, para mim, não vendo nada, também.
É bom para um momento desses, lá de quando e vez, esperando ou aqui escrevendo… mas para que gere o valor no que tá fora também, não feche os ouvidos para o que tá la fora.
Um salve a música boa e essencial!
Beijos e abraços.