sexta-feira, 16 de setembro de 2011

:: sexta 16set11 ::

De novo passei dias sem escrever. Tá certo que foram meio corridos esses dias, mas, como sempre, não é desculpa.
Fui ao centro da cidade todos estes últimos dias desde que escrevi a última vez e, em dois deles, como fui sozinho peguei o ônibus do metrô aqui na Barra até a primeira estação em Ipanema e depois o metrô até o centro.
É muito massa esse trajeto!
Uma, que o busão (todo metido, com ar condicionado e nunca lotado) vai pela Niemayer... com aquele visual fantástico. Sempre que eu vou de moto eu sinto a visão ser diferente... agora, na altura da janela do ônibus fica ainda melhor, dá para ver as pedras do mar / penhasco de um jeito único. Totalmente excelente.
O muito massa dessas idas de ônibus + metrô, para mim, é o contraste.
Primeiro que por mais que seja um ônibus, não é um ônibus normal, o 'tipo' (dentro do esteriótipo) das pessoas é diferente. Tem uns lendo O Globo, outros lendo O Valor, checando e mandando email pelo iPad. Não é muito o cenário que se esperaria ver naturalmente num ônibus no Rio.
Mas, o contraste de verdade, para mim, é o do metrô. E não é contraste entre rico e pobre ou bonito e feio... isso tem, é lógico e depende da visão de cada um sobre quem é rico ou não, quem é bonito ou não... percepção de valores individuais.
Mas, o contraste lindo é do comportamento de cada um dentro do vagão.
Lembrei do musicão campeão de uma Tertúlia: "Tchelen tcheleco, trotezito balançado, esse trem vem da fronteira ninguém viaja sossegado"
Nos 25min que leva o metrô para percorrer desde o início da linha até a Central do Brasil tem gente viajando na música dum radinho FM antigão com fones ou num iPod todo bacana, gente lendo jornal, gente contando ansioso as estações, conversando alto, rindo, falando no celular (acho que só o meu é que não pega) e até gente dormindo, extremamente sossegada, mesmo com todo aquele solavanco em cada parada.
É uma parte do caminho de cada dia na vida de cada um que ali estava naquele vagão... muitos, com certeza, brabos por estarem perdendo tempo ali e outros entendendo que o caminho é a vida, que a felicidade não é um ponto de chegada mas a viagem, esse caminho.
E isso é o mais difícil mesmo: entender cada um dos caminhos como felicidade. E fica ainda mais difícil pela quantidade imensa diária que temos de pontos de chegada.
Beijos e Abraços

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