quarta-feira, 31 de agosto de 2011

:: quarta 31ago11 ::

Talvez uma das coisas que eu mais repito é que tudo na vida é questão de perspectiva, de interpretação dos fatos. Que o fato em si não causa bem ou mal a ninguém, a interpretação desse fato é que causa.
A história do presente que alguém traz na mão para me entregar e que se eu não pegar, se não tirar da mão de quem tá trazendo, não é meu. Continua na mão da pessoa, portanto, é dela! A mesma coisa com um xingamento (coisa ruim é mais fácil de refletir)... se eu não aceitar, não me pertence. Não é assim?

Agora, o incrível é a capacidade de termos perspectivas diferentes, de enxergarmos diferente, de usar óculos diferentes para ver a mesma situação.
Na verdade foi por causa disso que decidi começar a fazer esses relatos diários: para me lembrar e prestar atenção nessas perspectivas.
E, um dos jeitos que mais me proporciona isso sem esforço nenhum é estar em cima da moto. É impressionante como o mesmo trajeto pela Niemayer para ir para a Zona Sul (que já é uma beleza por natureza) fica diferente em cima da moto.
Não sei se é o vento no rosto ou a falta de parabrisa, mas, que o óculos que o assento da moto proporciona é único, isso é.
Se não bastasse o caminho, ainda na chegada em Ipanema para uma baita reunião na Oi, parei naquela rua que mais parecia um beco cheia de árvore, o guardador de carro que conhece todo mundo, o jornaleiro... De novo, tudo depende da perspectiva, mas, aquela rua, se largasse alguém de fora ali, eu aposto que não dizia que era o Rio, mas sim uma cidadezinha de interior. Que maravilha!
Porque será que chamam de cidade maravilhosa?
Beijos e abraços

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